Quarentona muda de vida, elimina 42 kgs e se torna fisiculturista

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Pode-se dizer que a vida de Patricia Sevecenco é dividida em duas fases: antes e depois dos 40 anos. Ao chegar a idade da loba pesando 120kg, a bombeira entrou em desespero. Ela não queria que acontecesse com ela o mesmo que ocorreu com seus pais: a mãe, que tinha obesidade mórbida, infartou aos 48 anos, e o pai, também obeso, morreu por causa de um acidente vascular cerebral (AVC), aos 53 anos.

— Eu já tinha feito uma cirurgia de redução de estômago antes, mas, como não mudei meus hábitos, não emagreci. Continuei obesa. Também já tinha feito dieta e exercícios, mas nunca os dois juntos. Logo, não via o resultado e sempre desistia no meio do caminho. Mas, quando eu cheguei aos 40 anos, vi que precisava mudar — lembra a paulista, que há 12 anos mora no Flamengo, no Rio de Janeiro.

 
A transformação começou impulsionada pela filha mais velha da bombeira, Pamela, que atualmente está com 25 anos. Sem querer ir para a academia sozinha, a jovem chamou a mãe como companhia. Pouco tempo depois, mãe e filha estavam malhando juntas, o que continua acontecendo até hoje.
 
— Comecei a ver o resultado no corpo da minha filha e no de outras pessoas que frequentavam o lugar e me animei. 
A princípio, fazíamos só musculação. Mas depois, quando o resultado passou a aparecer, resolvemos incluir exercícios aeróbicos para acelerar a queima de gordura — conta Patricia, que trocou de academia para malhar de domingo a domingo:
 — Depois de perder sete quilos e chegar ao corpo que queria, minha filha se exercita de segunda a sexta-feira. Como o meu objetivo é outro, eu mantenho a rotina diária.
 
Consciente de que treino sem alimentação não resulta em nada, a bombeira começou a fazer dieta.
 Primeiro, deixou de lado os pães, doces e refrigerantes. 
Em seguida, começou a procurar na internet o que mais poderia fazer para melhorar a alimentação.
— A mudança aconteceu aos poucos, porque nem tudo o que serve para uma pessoa vai servir para mim também. Vou testando e adaptando. Atualmente, as minhas refeições contêm mais proteína do que carboidrato. Como agora estou sempre de dieta, para não enjoar, eu faço substituições nas receitas de que gosto. Troquei o açúcar normal pelo mascavo, a farinha branca pela integral… Não passo vontade, meus muffins fazem muito sucesso. Como a cada três horas e levo marmita para o trabalho 
— descreve a paulista, que está com 78kg: — 
Eu sempre fiz foto de biquíni para acompanhar a minha evolução, mas não me pesava porque, às vezes, você não perde tanto peso porque troca gordura por massa magra. 
Tinha medo de ficar desestimulada.

 

 

Tanta dedicação fez com que, pouco tempo depois de completar um ano malhando, Patricia se tornasse uma atleta fisiculturista. Ela comprou a ideia, que a princípio veio das pessoas que acompanharam a mudança, e hoje a meta dela é aumentar de categoria nas competições de fisiculturismo.
 
— No primeiro concurso do qual participei, o Mr. Cabo Frio, em 2013, fiquei em segundo lugar. Já no Estreantes 2014, fiquei em quinto. Sempre na categoria Bikini Wellness, que é mais para as mulheres que têm pernas e bumbum torneados. Mas eu quero subir uma categoria e competir na Women’s Physique. Depois de emagrecer 42kg, quero chegar aos 100kg, mas de massa magra, e a 6% de gordura corporal. E é isso que me motiva a ir à academia todos os dias. Por ter passado a maior parte da minha vida acima do peso, tenho medo de perder o estímulo e voltar a engordar. 
Tenho esse cuidado por causa disso
 — confessa a bombeira, que está mais confiante: —
 Na primeira vez em que competi, fiquei nervosa só de pensar que teria que ficar só de biquíni para as pessoas me verem. Só usava legging com camiseta larga. 
Agora, tenho shorts, tops e camisetas no meu guarda-roupa.

 

Leia mais: http://extra.globo.com/mulher/corpo/bombeira-perde-42kg-em-dois-anos-vira-fisiculturista-13301538.html#ixzz37vL34VxM

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