Mito entre fisiculturistas e remédio para fertilidade; conheça a substância que tirou Sonnen da luta contra Belfort – Clomid

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Poderia ser cômica caso não fosse trágica a situação envolvendo Wanderlei Silva, Vitor Belfort e Chael Sonnen, os protagonistas dos exames antidoping surpresas que terminaram por invalidar um dos duelos agendados para o UFC 175, programado para o dia 5 de julho, em Las Vegas.

Último capítulo até então neste caso, o americano Sonnen foi flagrado em teste surpresa e viu o resultado do mesmo ser divulgado nesta terça-feira (10), quando a presença de Clomid em seu organismo o deixou de fora do estrelado card.
Pouco conhecida entre as “pessoas comuns”, o Clomid, que não é um esteroide anabólico propriamente dito, é considerado um doping por estimular a produção de dois hormônios humanos, entre eles o responsável pelo aumento na taxa testosterona, como explica o doutor Marco ‘Aranha’, dono uma clínica de medicina esportiva em Curitiba e consultor de alguns atletas do UFC.
“O Clomid não é uma substância anabólica, por não ser um hormônio, mas estimula os níveis de LH (responsável pela produção de testosterona) e de FSH (responsável pela produção de espermatozoides) e, por isso, é um doping. Não sei dizer nenhum detalhe sobre o caso do Sonnen, então seria leviano arriscar qualquer prognóstico sobre esse caso”, avaliou antes de chamar a atenção para um outro detalhe mais conhecido.
Herdado da década de 70 pelo fisiculturismo mundial e “importado” por outras modalidades de alto rendimento, o uso do Clomid é mais comum entre atletas que buscam amenizar os efeitos entre os ciclos, ou períodos de treinamento, feitos sob a influência de esteroides anabolizantes (o que, vale ressaltar, não existe indício de ligação com o caso de doping Chael Sonnen).
Em lógica direta e rápida, o corpo humano reduz a produção de um hormônio quando o mesmo é encontrado em excesso no organismo. Ou seja, se um aleta administrar altas doses de testosterona, é de se esperar que seu corpo passe a produzir uma quantidade menor dessa substância e, por isso, o uso de Clomid é feito na esperança de, durante os ciclos anabólicos, fazer com que a produção hormonal do corpo volte mais rapidamente ao normal. Processo este considerado um mito pelo médico.
“Existem atletas que usam essa substância achando que eles vão aumentar muito seu nível de LH, mas, na verdade, o Clomid age muito mais forte no FSH, logo, eles não terão o efeito como o imaginado. Isso é um mito que existe entre os atletas, uma cultura que veio do fisiculturismo, mas que não existe relação científica”, afirmou.
A justificativa de Chael Sonnen para o flagra no doping é de que ele tomava essas substâncias porque tinha um problema de fertilidade, portanto, ele não estaria em busca de aumento de performance. De fato, elas são usadas este tipo de para tratamento, mas Diego Leite, fisiologista do HCor (Hospital do Coração), alerta que é possível melhorar o rendimento de um atleta com a utilização de tais substâncias.
“Não é (testosterona) anabólico, é sintético. Está no grupo de hormônios sexuais, direcionados para a fertilidade. O objetivo principal não é o ganho de massa muscular, é para ajudar na fertilidade, mas acaba tendo o aumento de testosterona e, com isso, o atleta tem sim um ganho de massa muscular. Digamos que é um jeito de “mascarar” esse ganho de performance”, explicou o médico.
 
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
citrato de clomifeno ……………………………………………………………………………50 mg
excipientes q.s.p. …………………………………………………………………….1 comprimido
(amido, corante amarelo tartrazina, estearato de magnésio, lactose monoidratada e sacarose).

Clomid – Indicações

Este medicamento é destinado ao tratamento da infertilidade feminina decorrente de anovulação.
Clomid está somente indicado para pacientes com anovulação demonstrada, que se incluem nas condições descritas nesta bula e para pacientes onde o citrato de clomifeno não está contraindicado. Outras causas de infertilidade devem ser excluídas ou adequadamente tratadas antes do tratamento. Bons níveis de estrógeno endógeno (estimado por secreção vaginal, biópsia endometrial, determinação do estrógeno urinário ou sangramento endometrial em resposta à progesterona), constituem prognóstico favorável para obter a resposta ovulatória induzida pelo citrato de clomifeno. Entretanto, um baixo nível de estrógeno não impede o sucesso do tratamento. O tratamento é ineficaz em pacientes com falha pituitária ou ovariana primária e não pode ser substituído pelo tratamento específico de outras causas de falha ovulatória, tais como disfunções tiroidianas ou adrenais. Antes do tratamento, deve-se realizar uma avaliação cuidadosa particularmente em pacientes com metrorragia anormal, pois é muito importante descartar a presença de lesões neoplásicas.
 
 
 
 
 
http://www.medicinanet.com.br/bula/1561/clomid.htm
 
http://esportes.br.msn.com/lutas/mito-entre-fisiculturistas-e-rem%C3%A9dio-para-fertilidade-conhe%C3%A7a-a-subst%C3%A2ncia-que-tirou-sonnen-da-luta-contra-belfort

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