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7 Hormônios Que Engordam [ Segundo Estudos ]

7 Hormônios que engordam

Os hormônios são importantes e servem como mensageiros químicos no corpo, mas alguns são hormônios que engordam. (1). Os hormônios estão em quase todos os processos corporais. Incluindo seu metabolismo, fome e saciedade. Mas há também hormônio que engorda e atrapalha o seu emagrecimento. (2,3)

Aqui estão 7 hormônios que engordam, e dicas para evitar esse problema.

Tempo estimado de leitura: 12 minutos

Qual o hormônio que faz engordar?

Bem, na verdade não é qual o hormônio que engorda, mas sim quais hormônios que engordam. Isso mesmo, são vários, mas vamos citar nesse artigo apenas 7. Além disso, dicas para você evitar que a produção desses hormônios, saiam de controle e atrapalhem seu emagrecimento.

1. Insulina

A insulina é o principal hormônio produzido pelo pâncreas. Ela armazena glicose no músculo, fígado e células de gordura.

O corpo secreta insulina em pequenas quantidades ao longo do dia. Mas em quantidades maiores após as refeições. Esse hormônio então transfere a glicose dos alimentos para as células. Assim será usada para geração de energia ou armazenamento, em forma de gordura. Mas isso depende das necessidades do corpo.

A resistência à insulina faz com que suas células parem de responder à insulina. Então isso causa glicose alta no sangue. Isso porque a insulina não pode mover a glicose para as células. (4) Dessa forma, o pâncreas produz mais insulina na tentativa de aumentar a absorção de glicose. (4)

A resistência à insulina causa obesidade, que por sua vez causa diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. (5)

A sensibilidade à insulina é o oposto da resistência à insulina. Isso significa que suas células são sensíveis à insulina. Assim, para evitar a ação desse hormônio que engorda, você deve melhorar a sensibilidade à insulina. 

Dicas para melhorar a sensibilidade à insulina

  • Exercício físico. O exercício físico, em intensidades altas e moderadas, melhora não só a sensibilidade mas também diminuir a resistência à insulina. (6,7)
  • Sono. Não dormir, ou não ter sono de qualidade, da mesma forma causa obesidade e resistência à insulina. (8,9)
  • Ômega-3. Pesquisas provam que o ômega-3 melhora a sensibilidade à insulina. Por isso coma mais peixe, nozes, sementes e óleos vegetais ou tome um suplemento de ômega 3. (10,11)
  • Dieta. A dieta mediterrânea reduz a resistência à insulina. Além disso diminui a ingestão de gorduras saturadas e trans. (12,13,14)
  • Peso. Em obesos, perder peso, igualmente melhora a sensibilidade à insulina. (15,16)
  • Carboidratos de baixo índice glicêmico. Coma carboidratos com baixo índice glicêmico e ricos em fibras. Como por exemplo: alimentos integrais, frutas, vegetais e legumes. (17)

RESUMO

A resistência à insulina causa doenças crônicas, como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. Para melhorar a sensibilidade à insulina, pratique exercícios, faça uma dieta saudável e durma melhor. Essa é a primeira dica para evitar que os hormônios que engordam atrapalhem seu emagrecimento.

2. Leptina

A leptina é o hormônio da saciedade. Funciona dizendo ao hipotálamo, que regula o apetite, que você está cheio. (18)

No entanto, pessoas obesas podem ter resistência à leptina. Isso significa que a mensagem para parar de comer não chega ao seu cérebro. Fazendo então com que você coma demais. (18)

Por sua vez, seu corpo pode produzir ainda mais leptina até que seus os níveis subam. (18)

A causa da resistência à leptina não é clara. Mas pode ser causada pela inflamação, mutações genéticas e/ou produção excessiva de leptina. Tudo isso pode ocorrer com a obesidade. (19)

Dicas para baixar os níveis de leptina

Embora não exista nenhum tratamento para a resistência à leptina, algumas mudanças em sua vida podem baixar a leptina:(18)

  • Peso. Como a resistência à leptina está associada à obesidade, é importante manter seu peso. Além disso, pesquisas sugerem que uma reduzir a gordura corporal pode baixar a leptina. (18,20)
  • Sono. Os níveis de leptina podem estar relacionados com a qualidade do sono dos obesos. Embora não exista essa relação em pessoas sem obesidade, há outras razões para dormir melhor. (21,22)
  • Exercício físico. A pesquisa prova que o exercício diário reduz a leptina. (20)

RESUMO

Em obesos, a resistência a leptina, que ajuda você a se sentir satisfeito, pode levar a excessos. Pesquisas mostram que o exercício diário, dormir bem e manter seu peso diminui a leptina.

3. Grelina

A grelina é o oposto da leptina. É o hormônio da fome. Ele envia uma mensagem ao hipotálamo indicando que seu estômago está vazio e precisa de comida. Sua principal função é aumentar o apetite. (23)

Normalmente, os níveis de grelina são mais altos antes de comer e mais baixos depois de comer. (24)

Curiosamente, pesquisas indicam que obesos têm baixos níveis de grelina, mas são mais sensíveis aos seus efeitos. Essa sensibilidade pode levar a excessos. (25,26,27)

Dicas para baixar a grelina

Emagrecer pode ser difícil, pois a restrição de calorias causa aumento da grelina. Assim você fica com mais fome. Além disso, o metabolismo tende a desacelerar e os níveis de leptina diminuem. (28,29,30,31)

Como tal, aqui estão algumas dicas para baixar a grelina para ajudar a reduzir o apetite:

  • Peso. A obesidade aumenta a sensibilidade à grelina, e seu apetite. (25,26,27).
  • Sono. Dormir mal aumenta a grelina. Além disso excessos e ganho de peso. (32,33).
  • Comer regularmente. A grelina é mais alta antes da refeição. Assim ouça seu corpo e coma somente quando estiver com fome. (24)

RESUMO

Obesos podem ficam sensíveis aos efeitos da grelina. O hormônio da fome. Pesquisas provam que manter seu peso ideal e dormir melhor controla esse hormônio que engorda.

4. Cortisol

Conhecido como o hormônio do estresse é produzido pelas glândulas suprarrenais.

Durante períodos de estresse, esse hormônio desencadeia um aumento na frequência cardíaca e na energia. A liberação de cortisol, junto a adrenalina, é conhecida como “luta ou fuga”. (34)

Embora seja importante que seu corpo libere cortisol em situações perigosas, picos de cortisol causam problemas de saúde. Doenças cardíacas, diabetes, baixa energia, pressão alta, distúrbios do sono e ganho de peso.(34,35,36).

Maus hábitos de sono, estresse crônico e consumo de alimentos com alto índice glicêmico, podem aumentar o cortisol. (37)

Além disso, não apenas a obesidade aumenta o cortisol, mas também pode causar ganho de peso, criando um ciclo de feedback negativo. (37)

Como baixar o cortisol

Algumas mudanças no estilo de vida podem baixar o cortisol:

  • Sono. Insônia, apneia do sono e sono irregular (como trabalhar a noite), aumentam o cortisol. Assim tenha um horário regular para dormir. (38,39,40)
  • Exercício físico. O cortisol aumenta temporariamente após o exercício de alta intensidade, mas o exercício diário ajuda a baixar. Assim melhora sua saúde e reduz o estresse. (41)
  • Meditação. Pesquisas provam que a meditação baixa o cortisol, embora mais pesquisas sejam necessárias . Mesmo assim pratique a meditação diariamente. (42,43)
  • Peso. A obesidade pode aumentar o cortisol. Cortisol alto aumenta o ganho de peso. Dito isso manter seu peso ideal controla esse hormônio que engorda. (37)
  • Dieta balanceada. A pesquisa mostrou que dietas ricas em açúcares adicionados, grãos refinados e gordura saturada podem levar a níveis mais altos de cortisol. Além disso, seguir a dieta mediterrânea pode ajudar a diminuir os níveis de cortisol. (44,45)

RESUMO

Embora o cortisol seja um hormônio importante, é um dos hormônios que engordam. Cortisol alto causa obesidade, doenças cardíacas e diabetes. Dito isso, dieta, exercícios físicos, ter sono de qualidade e meditação, certamente baixam o cortisol, te livrando dos efeitos desse hormônio que engorda tanto.

5. Estrogênio

O estrogênio é um hormônio sexual que regula o sistema reprodutor feminino, bem como os sistemas imunológico, esquelético e vascular. (46,47,48) Além disso é um dos hormônios que engordam.

Os níveis desse hormônio mudam durante a vida, como gravidez, amamentação e menopausa, bem como durante todo o ciclo menstrual. (46)

Estrogênio alto ocorre em obesos. Além disso aumenta o risco de certos tipos de câncer e outras doenças crônicas. (49,50,51)

Por outro lado, níveis baixos, como na Peri menopausa e menopausa, da mesma forma aumenta o peso e gordura corporal. Aumentando assim também o risco de doenças crônicas. (52,53)

Baixos níveis de estrogênio causam gordura visceral. Isso então causa outros problemas de saúde, como glicose alta, pressão alta e doenças cardíacas. (52,53)

Você pode diminuir o risco dessas doenças com mudanças no seu estilo de vida. Especialmente mantendo seu peso controlado.

Dicas para manter o nível ​de estrogênio normal

Para manter o estrogênio equilibrado e saudável, tente essas técnicas:

  • Peso. Perder peso reduz o risco de doença cardíaca, principalmente em mulheres de 55 a 75 anos. A pesquisa também prova que reduz o risco de doenças crônicas. (54,55)
  • Exercício físico. Baixos níveis de estrogênio reduz sua capacidade de se exercitar. No entanto, nos períodos de baixa produção de estrogênio, como na menopausa, o exercício diário também ajuda a emagrecer. (56,57)
  • Dieta. Dieta rica em carne vermelha , alimentos processados, doces e alimentos refinados aumentam os níveis de estrogênio. Isso então aumenta o risco de doenças crônicas. Como tal, você deve evitar a ingestão desses alimentos. (58,59)

RESUMO

Tanto os níveis altos quanto os baixos do hormônio estrogênio, engorda. Além disso aumenta o risco de doenças, por isso é importante ter níveis baixos desses hormônios que engordam.

6. Neuropeptídio Y

O neuropeptídio Y (NPY) é um hormônio produzido pelas células do cérebro e do sistema nervoso. Ele estimula o apetite e diminui o gasto de energia em resposta ao jejum ou ao estresse.(60,61)

Por estimular a fome, o neuropeptídeo Y é um hormônio que engorda.

É ativado no tecido adiposo e aumenta o armazenamento de gordura abdominal e síndrome metabólica. Ambas condições aumentam o risco de doenças crônicas. (62,63)

A pesquisa mostra que o hormônio NPY não só engorda, mas também causa inflamação, aumentando o risco de doenças crônicas.(63)

Dicas para manter os níveis de neuropeptídeo Y baixos

Aqui estão algumas dicas para manter os níveis desse hormônio baixo

  • Exercício. Alguns estudos provam que o exercício diário diminui os níveis de NPY. Embora a pesquisa seja mista. (64,65)
  • Dieta. Embora sejam necessárias mais pesquisas, dietas ricas em gordura e açúcar aumentam os níveis de NPY. Portanto, reduza a ingestão de alimentos ricos em açúcar e gordura. (66,67)

RESUMO

O NPY é um dos hormônios estimulante do apetite que engordam. Para baixar os níveis, então treine diariamente faça uma dieta limpa.

7. Peptídeo 1 semelhante ao glucagon

O peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) é um hormônio produzido no intestino. Isso ocorre quando os nutrientes entram no intestino. Tem um papel importante para manter a glicose estável e fazer você se sentir satisfeito. (68)

Pesquisas provam que obesos tem problemas com a sinalização do GLP-1 (69).

Dessa forma, o GLP-1 é usado como medicamento. Principalmente em diabéticos, para emagrecimento e redução da gordura abdominal. (70).

Dicas para manter o GLP-1 controlado

Aqui estão algumas dicas para ajudar a controlar o GLP-1:

  • Coma mais proteína. Alimentos ricos em proteínas, como whey protein e iogurte, aumentam os níveis de GLP-1. (71,72)
  • Probióticos. Pesquisas mostram que os probióticos podem aumentar o GLP-1. Embora sejam necessárias mais pesquisas em humanos. Além disso, é melhor falar com seu médico antes de tomar qualquer suplemento. (73)

RESUMO

O GLP-1 é o hormônio da saciedade. Mas os obesos não são sensíveis aos seus efeitos. Para manter os níveis ​​de GLP-1 controlado, faça uma dieta equilibrada com muita proteína.

Hormônios que engordam conclusão:

Os 7 hormônios que engordam listados acima estão todos ligados ao peso corporal.

Pesquisas mostram que seus hábitos controlam os níveis desses hormônios, mas é importante falar com seu médico se você acredita que seus hormônios te engordam.

No geral, fazer uma dieta equilibrada, melhorar o sono e treinar diariamente, além de regular esses hormônios que engordam, reduzem o risco de doenças crônicas. (82)

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